Artigo original

“Algumas ditas revistas científicas aceitaram um trabalho a brincar inspirado em ‘Star Wars’. O manuscrito é uma confusão absurda de erros factuais, plágio e citações de filmes. Sei isto porque fui eu que o escrevi”. É deste modo que o ‘Neuroskeptic’ começa o texto que publicou no portal Discover Magazine.

Não é a primeira vez que há ensaios publicados em revistas científicas sem que a revisão por pares tenha sido feita. Mas este neurocientista quis testar a teoria por ele próprio.

Como dá conta o Science Alert, foram quatro as publicações que publicaram o trabalho: o International Journal of Molecular Biology: Open Access (MedCrave), a Austin Journal of Pharmacology and Therapeutics e a American Research Journal of Biosciences (ARJ). Também a  American Journal of Medical and Biological Research (SciEP) estaria disposta a aceitar o trabalho mas como pediu um valor de 360 dólares para o trabalho ser publicado, valor que o autor não pagou, o trabalho não chegou a ser publicado.

E de que trata o trabalho? Dos ‘midi-chlorians‘, entidades microscópicas inteligentes que vivem em células e que são responsáveis pela famosa ‘Força’, elemento definidor dos jedi na saga ‘Guerra das Estrelas’.

Além de a teoria apresentada por este neurocientista ser baseada em ficção, há uma série de referências bibliográficas apresentadas, algumas apenas com nomes de autores e obras inventadas, outras mais hilariantes, como a referência bibliográfica do ‘rogeting, uma prática para esconder o plágio recorrendo a uma aplicação já exposta com humor em 2014 pelo The Guardian.

O autor chegou ao ponto de explicar nas referências bibliográficas do trabalho publicado que recorreu a este mesma prática de ‘rogeting’ plagiando uma página da Wikipedia.