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A maior parte dos portugueses prefere palavras-passe fáceis de memorizar a combinações mais seguras pela sua complexidade.

Numa altura me que tanto se fala de cibersegurança, um estudo vem revelar que 41% dos utilizadores portugueses da internet guarda as palavras-passe em lugar pouco seguro e a maioria prefere combinações fracas e fáceis de memorizar em detrimento de outras mais seguras e complexas.

O estudo foi feito pela Kaspersky Lab, uma multinacional da área da cibersegurança, e revela que 10% dos inquiridos utilizam uma palavra-passe para todas as contas com o objectivo de não se esquecerem.

Claro que se um “hacker” descobrir a combinação poderá aceder a tudo, incluindo contas bancárias. Apesar disso, metade dos inquiridos diz-se preocupada com o acesso de estranhos às palavras-passe.

Diz o estudo divulgado esta quarta-feira que 17% dos inquiridos já enfrentaram uma ameaça ou foram vítimas de “hacking” nos últimos 12 meses.

Numa altura em que a dependência do online aumenta, muitos consumidores compreendem a necessidade de ter palavras-passe fortes para proteger as suas contas, mas enfrentam um dilema: como escolher as palavras-passe?

A frustração de não se lembrarem da combinação escolhida (que leva ao impedimento de acederem às suas contas e actividades diárias) leva a que a maioria opte por palavras-passe mais fáceis.

Ou então optam por guardar as diferentes combinações em locais mais à mão. Segundo o estudo, 21% dos inquiridos recorrem a blocos de notas para que não seja preciso memorizar as várias palavras-passe.

No topo das preocupações dos consumidores online está o acesso a palavras-passe (50%), à localização (46%) e à informação financeira (38%).

 

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