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Estão indiciados por vários crimes, como tentativa de homicídio, roubo, ofensa à integridade física qualificada, crimes de dano e associação criminosa.

Um total de 56 pessoas foram detidas em vários pontos do país na operação desta quarta-feira contra o grupo motard Hells Angels, avança a Polícia Judiciária (PJ).

Os Hells Angels agora capturados estão indiciados de vários crimes: tentativas de homicídio, roubo, ofensa à integridade física qualificada, crimes de dano e associação criminosa, foi revelado em conferência de imprensa conjunta, em Lisboa, do pelo diretor nacional da PJ, Luís Neves, com a coordenadora da operação, Manuela Santos.
Quatro detidos foram apanhados em flagrante na posse de armas.

Entre os 56 detidos, com idades entre os 30 e os 50 anos, estão também cinco cidadãos estrangeiros, nomeadamente alemães e um finlandês.
As autoridades portuguesas também emitiram vários mandados de captura europeus e são esperadas mais detenções no estrangeiro nos próximos tempos, segundo Manuela Santos, coordenadora da operação.
Entre os detidos não há elementos das forças policiais, mas sim pessoas ligadas ao setor da segurança privada.

Os interrogatórios judiciais começam na quinta-feira.

“Achamos que foi uma machadada na organização do grupo”, admite a coordenora da operação.
“Esta associação criminosa que existe em Portugal desde 2002, e é um fenómeno que a Judiciária sempre acompanhou, tem vindo a crescer em número de pessoas e em manifestações cada vez mais violentas, como a ocorrida há uns meses no Prior Velho, e há aqui o envolvimento de outros Hells Angels espalhados pela Europa”, explica Manuela Santos.

A coordenadora adianta que a operação foi propositadamente realizada antes da concentração internacional de Faro, que todos os anos junta milhares de pessoas no Algarve.

As buscas visitaram, entre outros alvos, os cinco clubes dos Hells Angels existentes em Portugal, onde foram recolhidas provas de interesse para a investigação.

A operação desta quarta-feira foi levada a cabo por 400 elementos da Judiciária, com o apoio da PSP e da GNR.

 

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