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Dolores Aveiro voltou a abordar o passado de violência doméstica que enfrentou com o pai dos seus quatro filhos, entre eles o internacional português Cristiano Ronaldo. A matriarca do clã madeirense não só confirmou que foi vítima de José Dinis como revelou que as agressões que sofreu deram origem a uma tentativa de suicídio.

“Tentei pôr fim à minha vida.” A frase, crua, é da mãe da estrela do Real Madrid e indica o passado duro com que Dolores Aveiro foi obrigada a lidar na segunda fase do seu casamento, após a chegada do marido da Guerra Colonial.

“Quando veio do Ultramar, veio revoltado. E com esta revolta que ele trazia, maltratava-me muito”, revela a mãe de CR7 à revista “Cristina”, confirmando que a revolta era, em parte, causada pelo consumo de álcool. “Bebia moderadamente.”

O casamento conturbado só teve fim com o desaparecimento físico de José Dinis Aveiro, em setembro de 2005. O pai de Cristiano Ronaldo morreu num hospital em Londres, devido a problemas hepáticos e renais.

O divórcio, esse, nunca foi encarado como uma hipótese. “Eu nunca deixei o meu marido porque era uma vergonha. Uma vez, briguei com o meu marido e ele saiu de casa. O meu pai disse-me: ‘Filha, recebe o teu marido. Porque na boa cama que fizeste, nela te vais deitar’. Era uma vergonha para a família. E sofri sempre no meu silêncio e no meu sacrifício, para não envergonhar a minha família.”

Dolores admite que se arrepende “nalgumas coisas”. “Se eu tivesse pensado bem, não tinha ido na conversa do meu pai e tentava ser feliz, porque na altura não o era”, assume a matriarca do clã Aveiro à apresentadora Cristina Ferreira.

A infelicidade levou-a, como supramencionado, a uma tentativa de suicídio, que foi travada graças aos quatro frutos daquele casamento. “Prendi-me aos meus filhos e disse: ‘Vou lutar’. Vou lutar e luto até hoje. E vou lutar até quando for preciso.”

“Ele nunca foi de maltratar os filhos. Era um bom pai para os filhos. Não dava aquilo que devia dar, mas nunca os maltratou”, garante Dolores, que sublinha ainda o quão “carinhoso” era Dinis para Elma, hoje com 44 anos, Hugo, 43, Katia, 40 e Ronaldo, 33.

Apesar de os filhos do casal nunca terem sido maltratados pelo patriarca, Dolores faz questão de assegurar na mesma entrevista que os quatro estavam a par do quotidiano daquele matrimónio. “Eles sabem que eu sofri bastante. E os meus filhos sabem que o pai maltratava a mãe”, conclui a mãe de Cristiano Ronaldo.

TEXTO: Dúlio Silva

 

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