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No segundo debate entre os candidatos à liderança do PSD, Santana Lopes exige um acordo escrito para viabilizar Governo minoritário do PS. Rui Rio diz que se não ganhar as legislativas a prioridade é afastar BE e PCP da esfera do poder.

O posicionamento do PSD no caso do socialista António Costa vença as próximas eleições legislativas acabou por marcar o debate desta quarta-feira, na TVI, entre os candidatos à liderança do PSD Pedro Santana Lopes e Rui Rio.

Os dois candidatos deixaram claro que querem entrar nas legislativas com o objectivo de ganhar, mas também falaram sobre o que pensam fazer em caso de uma derrota.

Como tinha defendido na entrevista à Renascença e ao jornal “Público”, Rui Rio admitiu apoiar no Parlamento um Governo minoritário de António Costa, para afastar Bloco de Esquerda e Partido Comunista do poder.

“Se perder, aquilo que eu entendo é que o PSD tem de ser coerente com o seu passado. Nós permitimos que o Governo do engenheiro Guterres tomasse posse. A mesma coisa fez o PSD em 2009, 2010 e 2011. Houve este passado que acho que está correcto. Se eu não conseguir o primeiro objectivo, que é ter maioria absoluta, nem o segundo, que é ganhar, quero o terceiro que é afastar a esquerda de estar no poder”, declarou o antigo presidente da Câmara do Porto.

“Se eu não conseguir ganhar eleições é preferível tirar BE e PCP da esfera do poder”, frisou.

Santana Lopes afirma que só viabilizará um Governo minoritário do PS se houver um “acordo escrito”.

O antigo primeiro-ministro considera que António Costa, “não pode continuar a enganar os portugueses” e “tem que dizer o que vai fazer depois das eleições: ou quer governar à esquerda ou quer vir aqui ao PSD”.

“Temos é de um dia de conversar sobre o assunto, mas tal como houve um acordo escrito para a PGR, então também tem de haver um para isto. Porque se essa regra fosse respeitada, então Passos Coelho era primeiro-ministro”, argumenta Santana Lopes.

Rui Rio considera que Santana Lopes “já recuou”. Agora, admite apoiar um Governo minoritário do PS, desde que António Costa não seja o líder. “Isto não é uma questão de fulanização”, disse o candidato.

Santana Lopes garante que não é uma questão de pessoas, mas o PSD viabilizar um Governo de António Costa “não tem pés nem cabeça”, depois de os socialistas terem ajudado a derrubar o executivo minoritário de Passos no Parlamento.

 

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