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A denúncia é feita pelos pais. A falta de condições chega também à unidade do Joãozinho, para onde as crianças são encaminhadas quando têm de ficar internadas.

Os pais garantem que já se queixaram à administração do hospital, mas na falta de respostas, fazem agora a denúncia pública. Foram aliás os profissionais de saúde do hospital de São João no Porto que incentivaram as famílias a denunciarem as condições em que os filhos recebem tratamento oncológico.

Aos médicos e enfermeiros nada têm a apontar, fazem o melhor que podem. As críticas vão para a administração do centro hospitalar. A denúncia feita ao Jornal de Notícias fala de uma situação caótica.

Os tratamentos de quimioterapia fazem-se no corredor, há carrinhos de limpeza ao lado dos da comida, os internamentos de crianças com defesas imunitárias fracas são feitos em quartos com buracos nas paredes e com janelas sem isolamento e sem cortinas. As camas pediátricas carregam, muitas vezes, material do pessoal de limpeza.

As faltas de condições estendem-se à unidade do Joãozinho que funciona há quase dez anos em contentores fora do edifício central do hospital. É para lá que as crianças são encaminhadas quando têm de ser internadas.

As obras da nova ala pediátrica Joãozinho estão paradas há cerca de dois anos. O secretário de Estado de Saúde garante que já transferiu os 22 milhões de euros para a construção, mas continua pendente a autorização do ministério das finanças.

Quando o JN tentou perceber onde pára o dinheiro, a resposta é vaga: o ministério da Saúde remete para o São João. O hospital empurra para a Administração Regional de Saúde do Norte, que volta a encaminhar responsabilidades para o hospital.

Um longo processo, sem fim à vista, o que leva os pais a queixarem-se das condições em que são tratadas as crianças com cancro, no Hospital São João, no Porto.

 

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