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Os arguidos da ‘Máfia de Braga’ ouviram esta quarta-feira a sentença pela morte do empresário de Braga no Tribunal de S.João Novo, no Porto. São acusados do rapto e homicídio de João Paulo Fernandes, de 41 anos.

Seis arguidos do processo Máfia de Braga foram na tarde de quarta-feira condenados à pena máxima de 25 anos de prisão. Foram considerados responsáveis pela morte do empresário João Paulo Fernandes.

Segundo a acusação, depois de matarem a vítima dissolverem o corpo em 500 litros de ácido sulfúrico.

Um sétimo arguido foi condenado a uma pena de multa, apenas por posse ilegal de armas.
Os restantes dois arguidos, com envolvimento menos gravoso no caso, foram condenados a penas suspensas: de um ano e dez meses, num caso, e de cinco anos, noutro.
Durante as alegações finais, em Novembro, o procurador do Ministério Público (MP) pediu a pena máxima para sete dos nove arguidos, classificando o crime como “violento e cruel” e de “elevadíssima ilicitude”.
Na altura, o procurador disse que os suspeitos planearam a morte com “muitos meses de antecedência”, o que revelava “a sua personalidade desviante”.
De acordo com a acusação do MP, aqueles sete homens “organizaram-se entre si, criando uma estrutura humana e logística com o propósito de sequestrar um empresário de Braga, de o matar e de fazer desaparecer o seu cadáver”.
Com isso, pretendiam “impedir de reverter um estratagema” mediante o qual o património dos pais da vítima fora passado para uma sociedade controlada por dois dos arguidos, referia a acusação.
Na execução daquele propósito, e depois de terem monitorizado as rotinas da vítima, quatro dos arguidos dirigiram-se, em 11 de Margo de 2016, a Braga, em dois carros roubados no Porto, numa empresa de comércio de automóveis, sustentava o MP.
“Abordaram o empresário por volta das 20h30” daquele dia, “meteram-no no interior de um dos veículos automóveis e levaram-no para um armazém em Valongo, onde o mataram por estrangulamento, acabando por dissolver o cadáver em 500 litros de ácido sulfúrico, já noutro armazém, sito em Baguim do Monte”, realçava.
No âmbito da investigação deste caso, o Gabinete de Recuperação de Ativos da Polícia Judiciária (PJ) arrestou e apreendeu ativos no valor de aproximadamente um milhão de euros.

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