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Candidato apresentou moção estratégica em Leiria e insiste que será um “partido reformista”.

O candidato à presidência do PSD Rui Rio defende na sua moção estratégica global um partido “do centro-direita ao centro-esquerda”, “reformista” e de bases renovadas, para ganhar eleições europeias e legislativas em 2019.

“O PSD precisa de se reencontrar consigo próprio para se reposicionar no lugar que é seu: num centro político alargado que vai do centro-direita ao centro-esquerda, de orientação reformista e com inspiração na social-democracia e no pragmatismo social”, lê-se no documento de 56 páginas, que está a ser apresentado hoje em Leiria, sob o mote “é hora de agir – do PSD para o país”.

Na parte conclusiva do texto, intitulada “um partido capaz de interpretar a vontade dos portugueses e de concretizar as reformas adiadas”, o antigo presidente da câmara do Porto alerta para o “grave erro político” de insistir numa “renovação [se] se fizer em torno de um inexistente conflito de gerações”, pois “nunca, na sua história, o PSD se afirmou através de ruturas geracionais”.

Para o ex-secretário-geral social-democrata, “o PSD perde a confiança dos portugueses quando se desvia dos princípios fundamentais da sua matriz ideológica” e “tende a silenciar a divergência, incomoda-se com o debate, torna-se intolerante perante a diferença”.

Rui Rio defende que há que “ver mais longe para traçar o rumo certo” de um “partido reformista”, o qual “precisa de quebrar o progressivo fechamento a que se votou”.

 

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